sexta-feira, 21 de abril de 2017

FIGUEIRA DA FOZ

 Foto Pedro Mota
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AOS ESPERTOS, CABE-LHES COMER OS FIGOS E AOS TOLOS, ARREBENTA-LHES A BOCA

     Há um crucial ponto na Cidade, produto do cruzamento de dois segmentos de recta. Um com origem no café Nau e o outro, com origem na sapataria Quaresma. Local, onde durante muitos anos, se reuniram os coriáceos amantes do futebol da Associação Naval 1º Maio, para discutir as diatribes da arte do chuto e fundamentalmente, para discutir o melhor modo de fazer subir ao Olímpio, o futebol do Clube. Por ali, também, em tempos de campanha eleitoral, os coriáceos amantes, decidiram sempre, que votar no Presidente Aguiar, era o melhor modo de fazer subir ao Olímpio, o tal futebol. Algumas vezes cruzei o ponto, cumprimentando uma ou outra personagem, a quem já tinha, meritoriamente, convencido de que havia mais vida para lá do chuto no coiro. Os restantes, olhavam-me com manifesto desprezo e enfado, porque eu era o tolo e chato rapaz dos barcos. Infelizmente, esses coriáceos amantes, nunca perceberam que o futebol, é um negócio onde só podem mandar um punhado de corifeus, que tendem a sugar recursos e instituições, para um poço sem fundo, com vista a saciar os seus multíplices apetites, ainda que em redor do negócio, (no ponto em referência, estacionaram por lá alguns), se arregimentem, na esperança de um vã momento de glória, os muitos lugares tenentinhos, que com mais ou menos talentos, se apresentam como pequenos vassalos dos coronéis, (os grandes titãs do negócio).

     Em 1993, num texto escrito para o jornal do centenário da A. Naval 1º Maio, e muito discutido internamente, veementemente critiquei as opções do Clube. E o tempo confirma, que hoje, o menor dos males, é a descida da equipa de futebol sénior ao campeonato distrital, porque a grande tragédia da Instituição, (a factura chegou), ainda que centenária, é não ter uma sede social própria, um parque desportivo dedicado, uma direcção que defina uma boa politica desportiva e social e que retome o bom nome do Clube. E ainda, não ter uma base social de apoio, de onde brotem em permanência, os quadros necessários para manter uma boa politica desportiva, e simultaneamente, não ter também, capacidade para chegar às fontes de financiamento, e que, finalmente, em permanência, risca a sua própria historia. Estamos, pois, perante uma instituição exangue.

     Dir-me-ão, que zurzir agora nos mortos, já não tem utilidade. Mas eu entendo o contrário, porque apesar dos anos, é preciso perceba que as decisões impostas e desenhadas nos gabinetes da Câmara Municipal e sufragadas pelos vivos de outrora, não foram pequenos episódios. Antes pelo contrário. Permitiram que um pequeno grupo de biscainhos, comesse candidamente os figos, porque nas soluções então encontradas, tudo vinha com adequado lucro, enquanto à Centenária Associação, enxovalhada e sacrificada, rebentaram-lhe os lábios e hoje, já poucos, por Ela, sentem alguma compaixão. 

     É certo que se finaram a maior parte dos intervenientes deste doloroso processo de abalamento, mas de todo o modo, no mínimo, pede-se, a quem pode, solução para acabar com aquele espaço Municipal desgraçado, (o degradante, vergonhoso e imundo, Complexo Desportivo Municipal), que hoje, pertence à classe da arqueologia desportiva, mas, pasme-se, é, contudo, a sala de visitas do desporto da Cidade. E quanto à velha Associação Naval 1º Maio, receio bem, que quase indefesa, pouco falte para entrar no role das colectividades, afectas, também, à arqueologia, ainda que, com história social e desportiva. Contudo, no pós – moderno, até a arqueologia deve ser protegida. Não sei se me entendem.

Augusto Alberto.

PÉROLAS (2)


“O PRIMEIRO MANDATO DO ACTUAL EXECUTIVO CAMARÁRIO FOI PARA ARRUMAR A CASA E O SEGUNDO PARA LIMPAR O PÓ”


Anabela Tabaçô - Vereadora da Camara Municipal da Figueira da Foz pela coligação Somos Figueira

AGENDA DESPORTIVA DE FIM DE SEMANA

Sábado , 22 de Abril
Nacional de Juniores
16h U. Leiria x Naval
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Nacional de Juvenis
15h Naval x Borbense
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Distrital de Infantis
9h Naval x Carapinheirense
10h30m Naval x AAC OAF
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Distrital de Benjamins
12h Naval x Ala Arriba 
12h Pedrulhense x Naval 
17h30m Naval x Montemorense

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Domingo , 23 de Abril .
Nacional de Seniores
16h Alcanenense x Naval
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Distrital de Juvenis A. Campeão
11h Tourizense x Naval
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Distrital de Iniciados A. Campeão
11h AAC OAF x Naval
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Terça-feira , 25 de Abril .
Taça AFCoimbra Iniciados
11h Nogueirense x Naval
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Taça AFCoimbra Infantis
9h Marialvas x Naval
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PEROLAS


"O PSD E O CDS ISENTARAM OS RICOS E PUSERAM OS POBRES A PAGAR"

Isaltino Morais - Ex-dirigente do PSD  e candidato à Camara Municipal de Oeiras

CÂMARA DA FIGUEIRA DA FOZ REDUZ PARA METADE A DÍVIDA DO MUNICÍPIO


O relatório das contas da Câmara da Figueira da Foz de 2016 foi aprovado, ontem, pela maioria socialista do executivo, em reunião de câmara. A oposição (PSD) absteve-se.

Na equação das contas municipais, cabe ainda a “redução consistente do valor em dívida dos empréstimos bancários de médio e longo prazo”, de 31,8 milhões de euros para 27,1 milhões, de janeiro a dezembro daquele ano.

“Por comparação com o momento de contratação do PSF”, sublinha o documento, “está reduzido para cerca de metade o passivo do município”.

Anabela Tabaçó, vereadora do PSD,  disse ao Diário As Beiras que “o primeiro mandato [do atual executivo camarário] foi para arrumar a casa e o segundo para limpar o pó”.

Fonte: Diário as Beiras


GALA DO CLUBE DESPORTIVO CARAPINHEIRENSE


ACIFF REALIZA "OPENDAY DA SALINA"


O “openday” da salina, é um evento em plena salina com a temática: Salina&Mar / Belez&BemEstar que pretende dar a conhecer e promover muitas vertentes económico-sociais que a salina tradicional da Figueira da Foz tem vindo a desenvolver através da empresa Murraceira® - caracterizada como “Industria Criativa da Salina”. A salina tradicional da Figueira da Foz é a base da produção primária desta empresa: Flor de Sal, Sal Marinho Tradicional, Salicórnia, Algas e a própria Água Mãe da Salina. Para alem destes produtos endógenos toda a equipa e Parceiros da Murraceira® tem vindo desenvolver outros produtos e serviços inovadores associados à alimentação e saúde provenientes da água do mar através da salina. A talassoterapia é uma das novas vertentes de desenvolvimento da Murraceira®.

No dia 30 de Abril todos podem disfrutar num ambiente descontraído de todos os produtos e atividades de forma gratuita disponíveis ao longo de todo o dia. Todos poderão experienciar:

Degustações de todos os produtos 
- FlordeSal/SalMarinhoAromatizado/salicórnia/SalMarinhoLiquido
-  - Talassoterapia com os produtos  Sealgae – Elementos marinhos 
   - Sessões de Massagens/Relaxamento e Ioga em plena natureza  
   - Visita ao EcoMuseu do sal (único no País) guiada pelo Marnoto – Produtor de Salina
   - Sessões de Interpretação do ecossistema salina com a equipa de biólogos da Universidade Coimbra – Laboratório MareFoz

Sendo um conjunto de atividades para todas as idades, a participação estende-se para toda a sua família e amigos.

Certamente terão neste evento um marcante momento de aprendizagem e lazer num espaço de natureza que poucos conhecem.

Enviado por email

REVISTA DE IMPRENSA










NOTÍCIAS AO MINUTO




quinta-feira, 20 de abril de 2017

FIGUEIRA DA FOZ

Foto Pedro Mota
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CONTRASTES


Parque Infantil hoje inaugurado na Escola Infante D Pedro 


Parque Infantil da Quinta do Paço em estado de agonia por falta de manutenção da Camara Municipal e Junta de Freguesia de Tavarede

O HORTO MUNICIPAL



Na reunião de câmara realizada ontem, o horto municipal foi tema de aceso debate. 
Já deixei aqui a intervenção do Luís Pena, meu Amigo e velho companheiro de lutas várias, há dezenas de anos. 
Luís Pena, ontem, teve uma prestação notável. Começou com uma intervenção, feita no decorrer do período destinado ao público e João Ataíde, e todos os vereadores da situção, e alguns da oposição, participaram na discussão do tema.
Depois, Luís Pena contextualizou a questão no decorrer do tempo, enaltecendo a participação dos cidadãos na defesa dos terrenos adjacentes ao parque de campismo municipal – o horto municipal e 18 mil metros quadrados, no topo norte – , em defesa do corredor verde da cidade, entre as Abadias e a Serra da Boa Viagem. Tudo começou não em 1997, como muitos pensam, mas em 1977. 


Desde aí, milhares de figueirenses  tiveram de se mobilizar de várias formas, também de petições, contra a construção no corredor verde da Abadias, contra o fim (que esteve anunciado...) e a favor da preservação do Horto Municipal.
Foram décadas de luta, repito desde 1977, até chegarmos a 2017 e na sequência da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), um presidente que caiu na Figueira em 2009, meramente por um acaso, considerar um espaço emblemático para gerações e gerações de figueirenses, o“enclave” do horto. Foi assim que lhe chamou João Ataíde, presidente da Câmara da Figueira da Foz que, no entender de Luis Pena e de quem concorda com ele, ameaça o corredor verde.

Como noticiado na imprensa, nomeadamente no jornal  As Beiras, a Foz Plaza está interessada em ampliar as instalações para a zona do horto municipal, que o PDM contempla como urbanizável, para captar lojas-âncora, prometendo criar cerca de dois mil postos de trabalho. O habitual.
A maioria socialista, porém, segundo já se sabia e ontem foi publicamente declarado, não teme que a área em questão  comprometa o corredor verde ou o parque de campismo. 
Para a maioria socilalista, o relevante é a hasta pública do terreno, que  poderá representar um encaixe de, no mínimo, de 1,5 milhões de euros, que, garantiu João Ataíde, "serão aplicados na várzea de Tavarede, para onde a autarquia quer transferir os serviços do horto e criar novas áreas de usufruto público"
Bom de ver mesmo, foi ter presenciado as intervenções dos  vereadores socialistas António Tavares e Carlos Monteiro, para justificarem a mudança de opinião, reportando-se aos tempos em que eram oposição. 
“Hoje, não me repugna que parte do horto seja para a ampliação do Foz Plaza, dependendo daquilo que se pretenda fazer”, afirmou António Tavares. 
“Não me oporei que aquela zona do horto possa levar uma dentada para uma zona comercial”, disse por seu lado, Carlos Monteiro.
Há contradições insanáveis!.. 
Teresa Machado, do PSD, que em 2007 votou contra a inclusão dos 18 mil metros quadrados no parque de campismo, com declaração de voto, por sua vez, numa intervenção sentida e emocionada realçou.
“Não sei porque houve uma necessidade absoluta para dois vereadores se justificarem”. E continuou:  “não mudei de opinião e não preciso de estar a justificar-me”. E advertiu: “nesta situação vai cometer-se um tremendo erro, se for permitido o aumento do espaço comercial, porque vai acontecer o mesmo que aconteceu com o Edifício O Trabalho!”
Claro que Luís Pena, e quem o tem acompanhado desde 1997 - alguns já estão nesta luta desde 1977 -  continuam preocupados, ainda para mais quando os argumentos apresentados pela maioria socialista são os apresentados ontem na reunião de câmara.
Portanto, senhor presidente Albino Ataíde: “acabe com o "enclave": os "enclaves" são sempre motivo de batalhas…”
Como diria o outro, a brincar a brincar "lixou" o macaco a mãe...
Os que continuam a defender o corredor verde sabem que, de “dentada” em “dentada”, aquela zona da cidade, autêntico "pulmão ao verde", a não ser travada esta pretensão desta maioria absoluta de Albino Ataíde, acabará por ser “devorada” pela gula do pato-bravismo do betão. 
E lá vão ser escorraçadas as borboletas do espaço do Horto Municipal!
Também, que se lixem as borboletas!.. Importante, é um encaixe de, no mínimo, de 1,5 milhões de euros...
A proposta é tentadora! 


A TODO O VAPOR: - Confesso (e quem confessa o seu pecado merece perdão) que não tenho dado a devida atenção a este caso da possível transladação do Horto Municipal do actual "poiso" para a Várzea de Tavarede.
Quero começar por referir que não apanhei a meada do principio e por isso me servi dos "posts editados pelo António Agostinho (perdoa-me António o oportunismo de me servir do teu trabalho) para me elucidar do que se está a passar ou vai passar.
Quero desde já frisar que também eu sou um defensor do corredor verde. Com horto ou sem horto naquele local não gostaria de ver ser erigido mais uns quantos blocos de cimento armado. Todavia como resido nas proximidades do local também não gosto de ver o estado de abandono ou poesio dos terrenos da Varzea de Tavarede.
Tenho acompanhado a defesa feita pelo Dr Luis Pena do "Corredor Verde" com cujos argumentos me identifico.
O Cifrão ou o €uro não podem determinar o progresso ou o retrocesso de uma cidade mas confesso a minha estranheza como em meia duzia de anos se pode mudar de opinião conforme se seja poder ou oposição, mas na politica também já nada me espanta.
Hoje recordo a propósito duas personalidades figueirenses - Rui Alves e Zé Martins - a quem muitas vezes ouvi questionar "Quando teremos uma Camara cujos membros olhem em primeiro lugar para a cidade e depois para a politica" ... Julgo que a questão continua pertinente. 

O ÁRBITRO DO DERBY...ARTUR SOARES DIAS


QUE DEMONSTRE INDUBITAVELMENTE QUE É O MELHOR ÁRBITRO PORTUGUÊS
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QUE A SUA ACTUAÇÃO SEJA LIMPINHA E SEM COLINHOS PARA NINGUÉM
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ABENÇOADA CRISE!!!



REVISTA DE IMPRENSA








NOTÍCIAS AO MINUTO



quarta-feira, 19 de abril de 2017

FIGUEIRA DA FOZ

Foto Pedro Mota
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ACOSTOU AO CAIS DA FIGUEIRA DA FOZ O MAIOR NAVIO DE SEMPRE

 O porto da Figueira da Foz, no litoral centro do distrito de Coimbra, recebeu hoje o maior navio de carga de sempre, um porta-contentores com mais de 134 metros de comprimento, disse fonte portuária.

Construído em 2002, o navio Elbstrand tem 134,4 metros de comprimento e 22,5 metros de largura. Navega com pavilhão de Antígua e Barbuda, e fez na Figueira da Foz uma escala experimental, com movimentação de mil toneladas de carga.


"Tudo indica que [a escala experimental] possa passar a ser regular num futuro breve, abrindo a porta para escala de navios um pouco maiores, o que representará uma importante melhoria na oferta de serviços portuários", disse à Lusa fonte da Administração do Porto da Figueira da Foz.

Operado pela agência MacAndrews, representada na Figueira da Foz pela Eurofoz, o porta-contentores chegou às 07:00 de hoje e deverá sair das instalações portuárias às 22:00 rumo ao porto de Leixões, seguindo daí para o norte da Europa.

OPINIÃO...DANIEL SANTOS


O DESFIGURAR DE UM MONUMENTO


O dia 18 de Abril foi o dia escolhido pela UNESCO para sensibilizar os cidadãos para a protecção e valorização do Património Histórico, tendo sido instituído o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
Ontem (18 de Abril de 2017), na Figueira da Foz, nenhuma voz se fez ouvir para condenar o atentado perpetrado contra o Monumento aos Mortos da Grande Guerra. Nenhuma voz se levantou para exigir a (re)colocação da ESTRELA prateada que o encimava e que, por motivo desconhecido, está desaparecida HÁ MAIS DE 3 ANOS!!!
Foi a vontade de homenagear os mortos das duas unidades militares aquarteladas na cidade - o Regimento de Artilharia nº 2 e o Regimento de Infantaria nº 28 -, uma iniciativa cívica que a Câmara Municipal de então, deu corpo. E não sem polémica!
Considerado o Monumento como uma obra sem qualidade artística que, "na sua pelintrice e na inexpressão" era um "insulto aos pobres soldados, um insulto à arte e ao bom gosto, e ainda um insulto ao mérito do grande artista e mestre catedrático a quem se atribui a autoria do monumento [António Augusto Gonçalves], que deve (sic)ser antes de algum seu discípulo incipiente, para ficar mais baratinho à Câmara(...), como se escreveu no jornal "O Figueirense", na página 2 da sua edição de 15 de Junho de 1946. [conforme citação do Prof. Doutor Rui Cascão, na sua "Monografia da Freguesia de São Julião da Figueira da Foz, pp. 633 e 634]."
Fosse como fosse, e tendo demorado 7 anos a ser concluído, o Monumento aos Mortos da Grande Guerra é (era) um obelisco encimado por uma ESTRELA prateada. Liberdade artística? NÃO!
A Estrela prateada é (era) a razão de ser do monumento!!!
PORQUÊ? Porque apenas os combatentes e as unidades que estiveram na frente de batalha e suportaram o fogo inimigo, e se distinguiram pela sua acção militar têm (tinham) o direito ao uso/exibição desse sinal distintivo. De igual modo, sucedia com a atribuição da Medalha da Vitória, que todos os combatentes da Grande Guerra (em princípio) tiveram direito. Apenas a alguns, e não a todos, foi atribuído o uso da Estrela na passadeira da medalha.
ESTRELA prateada no Monumento aos Mortos da Grande Guerra da Figueira da Foz não é um pormenor que se possa "esquecer". É o elemento essencial, que lhe dá significado.
É URGENTE repor a dignidade do monumento que nasceu do querer do povo da Figueira da Foz!
Onde está a ESTRELA?