terça-feira, 16 de janeiro de 2018

CICLOVIA COM 83 QUILÓMETROS VAI LIGAR CANTANHEDE, FIGUEIRA DA FOZ E MIRA


Cantanhede, Figueira da Foz e Mira vão ser ligados por uma nova ecopista, investimento de 1,2 milhões de euros comparticipado por fundos comunitários no âmbito da rede europeia de ciclovias Eurovelo, foi hoje anunciado.

Segundo o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, a nova ecopista terá uma extensão a rondar os 83 quilómetros e irá ser integrada na rota Eurovelo 1, da rede europeia de ciclovias, projeto da Federação Europeia de Ciclistas que pretende construir 70.000 quilómetros de ciclovias divididos em 14 rotas que irão interligar 42 países em todo o continente europeu.


MORREU UM ICONE DA MÚSICA DA MINHA GERAÇÃO


MADALENA IGLÉSIAS

REMO DA NAVAL EM ACTIVIDADE

REMADORES DA ASSOCIAÇÃO NAVAL 1º DE MAIO PARTICIPARAM NA 3ª FASE DE TESTES PARA A EQUIPA NACIONAL

Os centros regionais da Federação Portuguesa de Remo de Viana do Castelo, Porto, Coimbra e Lisboa receberam, no passado dia 10 de janeiro, a terceira fase de testes nacionais, com vista à constituição das equipas que irão representar Portugal na seleção nacional de Remo.

Foram 77 o número de atletas, juniores e seniores que participaram na terceira fase de testes de acesso à equipa nacional, tendo a Associação Naval 1º de Maio estado presente em Coimbra com 7 Atletas, 1 júnior feminina, 1 sénior feminina e 5 juniores masculinos.

A Atleta Catarina Norinho esteve todo o teste condicionada com uma lesão no braço, ainda assim conseguiu obter o 2º melhor resultado nacional no escalão de júnior feminina.

Já a Atleta Marta Ferrolho, no escalão de sénior feminina sub-23, viu-se obrigada a desistir com problemas num joelho.

Os Atletas juniores masculinos obtiveram os seguintes resultados: Raúl Rodrigues alcançou a 8ª posição, Daniel Mendes ficou em 13º Lugar, Roman Nayavko atingiu o 15º Lugar, Leonardo Gil ficou em 18º e Ruslan Nayavko alcançou a 27ª posição.

O Núcleo de Antigos Remadores da Associação Naval 1º de Maio congratula-se com os resultados obtidos e endereça publicamente os sinceros parabéns a este conjunto de Atletas e ao seu Treinador José Canhola, que têm o nobre objetivo e aspiração de vir a representar a seleção nacional de Remo nas competições internacionais, elevando o nome da Naval e o da cidade da Figueira da Foz ao mais alto patamar do Remo… o sucesso não está garantido, mas estes resultados, o esforço e a forma empenhada como todos treinam diariamente são já uma realidade e deixam boas indicações para o futuro.

Boa sorte para a restante campanha de testes, sendo a próxima fase de avaliação no Campeonato Nacional de Ergómetro, que se realizará no próximo fim de semana, na Figueira da Foz.


REMO DA NAVAL PARTICIPOU NA 3ª REGATA DA ASSOCIAÇÃO DE REMO DA BEIRA LITORAL (ARBL)
A Naval participou na 3ª prova do Torneio 1ªs Remadas e Circuito Remo Jovem e Adaptado 2017/18, que se realizou a 14 de janeiro nas instalações do Ginásio na Figueira da Foz.

Esta 3ª prova é um duatlo onde os atletas efetuam uma primeira prova em ergómetro e de seguida correm mais uma distância consoante o seu escalão.

Nesta prova participaram 7 clubes e mais de 160 Atletas.

A Naval continua a obter excelentes resultados nos vários escalões em competição, nomeadamente:

Torneio 1ªs Remadas:
- Benjamins Masculinos – 1º Lugar para Alexandre Canhola;
- Infantis Masculinos – 1º Lugar para Dinis Lagem e 5º Lugar para Daniel Alexandre;
- Iniciados Femininos – 3º Lugar para Mariana Monteiro;
- Iniciados Masculinos – 3º Lugar para Duarte Pires, 5º lugar para João Oliveira (1ª prova realizada), 8º Lugar para Diogo Jordão e 11º Lugar para Joaquim Martins (1ª prova realizada);

- Júnior Feminino – 1º Lugar para Ana Catarina.

Remo Jovem:
- Infantil Masculino – 6º Lugar para Rodrigo Verdete;
- Iniciado Masculino – 8º Lugar para Daniel Silva.

Núcleo de Antigos Remadores da Associação Naval 1º de Maio
             www.navalremo.pt



domingo, 14 de janeiro de 2018

E DESTE ESCÂNDALO NINGUÉM FALA ?

O empresário Emídio Catum, um dos grandes devedores do BPN, apresentou um pedido de insolvência, apelando ao perdão da dívida que não conseguir pagar nos próximos cinco anos. O Tribunal aceitou o pedido do milionário que deve 697 milhões de euros.
A notícia é avançada pelo jornal Correio da Manhã (CM) que sustenta que o pedido de perdão de dívida apresentado por Emídio Catum, no âmbito do seu processo de insolvência, vai ser reavaliado daqui a cinco anos.
O empresário de Setúbal tem uma dívida global da ordem dos 697 milhões de euros, de acordo com o jornal. Os seus maiores credores são Bancos, a começar pelo antigo BPN.
Cerca de 350 milhões de euros da dívida de Catum estão nas mãos da Parvalorem, uma das sociedades públicas que gere os activos tóxicos do BPN.
As dívidas de Catum ao antigo BPN estão relacionadas com as empresas Pluripar, Paprefu e Domurbanis que contam também com a participação de Fernando Fantasia, elemento que integrou a Comissão de Honra da candidatura presidencial de Cavaco Silva, em 2011.
Novo Banco tem a receber quase 170 milhões de euros do empresário e o BCP cerca de 100 milhões de euros, de acordo com dados do CM.
Emídio Catum só tem um apartamento no seu nome que está avaliado em 53 mil euros, além de ter 10.500 euros no banco e uma reforma de 3601 euros por mês, segundo o mesmo jornal.
O empresário de Setúbal é conhecido por ter sido o mentor do projecto Vale da Rosa que previa resolver de vez a crise financeira do Vitória de Setúbal, com a troca de terrenos do clube e a construção de uma urbanização e de um novo estádio.

daqui

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

CICLOVIA DO MONDEGO COM MAIS QUATRO IKM

A Ciclovia do Mondego, projeto com mais de 10 anos que pretende ligar Coimbra à Figueira da Foz, ganhou hoje mais quatro quilómetros com a adjudicação de uma obra que permite sair daquela última cidade.

“Estende a ciclovia já existente até à freguesia de Vila Verde”, disse na sessão de adjudicação da obra o presidente da Câmara, João Ataíde, aludindo ao percurso ciclável que vai ligar a estação de caminhos-de-ferro até à localidade de Vila Verde, junto ao rio Mondego.
A obra hoje adjudicada tem um custo previsto de 599 mil euros e um prazo de execução de cerca de 10 meses, adiantou o autarca.

A ciclovia possui já, na Figueira da Foz, um percurso concluído de cerca de 500 metros entre os paços do concelho e a estação de caminhos-de-ferro, construído com base no estudo prévio da Ciclovia do Mondego, ideia do arquiteto Miguel Figueira, desenvolvida para criar um percurso ciclável até Coimbra pelos campos do Baixo Mondego.
No concelho de Montemor-o-Velho, junto ao centro náutico local, existe outro troço do projeto, na margem do antigo leito do rio, entre um dos topos da pista de remo ali existente e a povoação de Casal Novo do Rio, assumido pela autarquia local.
A construção do percurso total da ciclovia – cerca de 46 quilómetros entre a Figueira da Foz e Coimbra e um custo estimado de seis milhões de euros – foi anunciada por duas vezes, primeiro para estar concluída em 2011 e depois em 2013, mas nunca se concretizou.

Em 2008, a autarquia de Coimbra chegou a anunciar a aprovação de uma verba de dois milhões de euros, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e após uma candidatura formalizada, na altura, pela associação de municípios do Baixo Mondego, cujo projeto deveria estar concluído em 2009 e a obra em 2011.
Em 2012, a comunidade intermunicipal do Baixo Mondego (CIM/BM) liderada então por Jorge Bento, já falecido, assumia que o projeto da ciclovia intermunicipal possuía uma “gestação de grande complexidade” e que, vencida “uma série de obstáculos” – nomeadamente relacionados com a implementação técnica – o projeto iria ser lançado até final desse ano, para estar concluído em 2013.
Na altura, chegou a ser anunciado um investimento de cerca de cinco milhões de euros – financiado em 85% por fundos comunitários e o restante assumido pelas autarquias de Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz. No entanto, no mesmo ano, em outubro, face à “reprogramação estratégica” do QREN, a CIM/BM deixou cair o projeto de construção integral da ciclovia, que ainda não voltou a ser reativado.
Em 2009, em declarações à Lusa, o arquiteto Miguel Figueira explicava que a Ciclovia do Mondego tinha início previsto junto à estação de comboios da Figueira da Foz, na zona leste da cidade, acompanhando, numa primeira fase, a via municipal que liga à freguesia de Vila Verde, obra que a autarquia da Figueira da Foz agora concretiza, passados nove anos.

O restante percurso, que consta do projeto de Miguel Figueira, continua junto ao dique de contenção do leito central do Mondego e daí em diante, a caminho de Montemor-o-Velho, a ciclovia estende-se ao longo do canal de rega da margem direita, passando do leito central para o chamado “leito abandonado” do rio – entre Montemor-o-Velho e a povoação de Ereira – em direção ao centro náutico, onde existe o referido troço, já construído.
A ciclovia volta a unir-se ao Mondego na zona da ponte de Formoselha, seguindo até à Mata do Choupal, em Coimbra, onde termina.
O projeto engloba uma plataforma de circulação de bicicletas junto ao rio com 2,6 metros de largura, cinco pontes revestidas a painéis de madeira, 18 ligações a estações e apeadeiros do caminho-de-ferro e espaços de paragem ao longo do percurso.

SÉRGIO ROSSI VAI SER "REI DO CARNAVAL" DA FIGUEIRA DA FOZ 2018

O cantor e produtor musical Sérgio Rossi, intérprete de músicas como "És Perigosa", "Balada Boa" ou "Menina top", será o Rei da edição de 2018 do Carnaval de Buarcos/ Figueira da Foz.

O artista, presença assídua nos palcos portugueses e estrangeiros e em diversos programa televisivos, é actualmente um dos nomes mais sonantes no panorama musical português e aceitou com grande gosto o convite dirigido pela ACBFF.

Sérgio Rossi irá estar presente em diversos momentos altos do Carnaval de Buarcos / Figueira da Foz 2018, particularmente nos dois grandes corsos carnavalescos marcados para 11 e 13 de Fevereiro, a partir das 14h30.

Entretanto, este sábado, dia 13, será conhecida a nova Rainha do Carnaval para 2018, na sequência de uma eleição popular que terá lugar a partir das 22h00, no auditório do Grupo Caras Direitas, em Buarcos.

O programa global, orçamento e novidades da edição 2018 do Carnaval de Buarcos / Figueira da Foz serão apresentados na próxima quarta-feira, dia 17 de Janeiro, em conferência de imprensa a realizar no Posto de Turismo Municipal da Avenida do Brasil, na Figueira da Foz.

Este será o terceiro Carnaval organizado pela ACBFF, na sequência do protocolo firmado com a Câmara Municipal da Figueira da Foz e que envolve também os grupos e escolas de samba do concelho. Com o trabalho integralmente voluntário dos seus associados, o apoio da CMFF, - e com a ajuda de "S. Pedro" - , a ACBFF realizou em 2017 aquele que foi considerado um dos melhores corsos carnavalescos da história recente, com uma adesão estimada, em todos os desfiles, a rondar as 30 mil pessoas.


FIGUEIRA DA FOZ INVESTE 2,5 MILHÕES PARA REQUALIFICAR ZONA BAIXA DA CIDADE

A autarquia da Figueira da Foz vai investir cerca de 2,5 milhões de euros na requalificação de parte do núcleo antigo da cidade, intervenção prevista que deve demorar 15 meses e estar concluída no verão de 2019.
A obra, hoje adjudicada, prevê a alteração de alguns fluxos de trânsito na área da baixa da cidade, nomeadamente em ligações à marginal ribeirinha, uma intervenção na chamada Praça Velha (onde se situa o pelourinho, o único monumento nacional da zona urbana) e requalificação das ruas dos Bombeiros Voluntários, José da Silva Fonseca, Santos Rocha e Combatentes, e outras artérias confinantes, que serão intervencionadas, quer ao nível do piso, quer ao nível das infraestruturas subterrâneas de saneamento de águas e serviços públicos.
“A obra vai implicar com as rotinas dos residentes. Caberá à Câmara explicar detalhadamente as intervenções e os troços em obra”, disse hoje o presidente da autarquia, João Ataíde, classificando os trabalhos como uma “intervenção profunda” naquela zona da cidade.

“São intervenções muito delicadas porque toda esta zona não foi pensada para a circulação automóvel”, adiantou o autarca, aludindo à área construída ao longo do século XIX, cujas ruas – que não possuem atualmente passeios e onde o estacionamento é feito sem que existam lugares especificamente delimitados para o efeito – ligam a baixa à zona alta do núcleo urbano central da Figueira da Foz.
De acordo com informação recolhida pela agência Lusa, a intervenção inclui o nivelamento do piso das vias em causa, com uma faixa central de circulação automóvel e zonas de circulação pedonal – hoje inexistentes nas referidas ruas, que não possuem passeios – e implicará a redução do número de lugares onde é possível estacionar.
Na chamada Praça Velha, a zona do pelourinho ‘perde’ o estacionamento de um dos lados, ganhando vocação mais pedonal, e a circulação automóvel passa a fazer-se (a partir do meio da praça) apenas em direção à rua do Bombeiros Voluntários. Nesta rua, no atual logradouro de dois edifícios adquiridos pela autarquia, irá nascer um parque de estacionamento público gratuito, com acesso pelo largo da igreja matriz, adjacente à zona que será alvo das obras de requalificação.

Outra obra hoje adjudicada, esta no valor de 1,3 milhões de euros e um prazo de execução de 12 meses, incide sobre a frente marítima de Buarcos, onde a autarquia pretende criar uma “grande praça” – na zona entre o teatro Caras Direitas e a muralha da vila – com espaços de lazer e privilegiando, igualmente, a utilização pedonal.
“Trata-se de gerir um conjunto de rotundas e espaços com excesso de intrusão de circulação rodoviária para funcionar como uma praça de usufruto pedonal”, resumiu João Ataíde.
O autarca assumiu que a “grande dificuldade” da autarquia nos próximos meses – as intervenções deverão iniciar-se em março, assim que estejam cumpridos os requisitos legais, nomeadamente os vistos do Tribunal de Contas – passa por “explicar aos cidadãos os incómodos que as obras vão causar”.

“Mas não há obras sem incómodos. Estamos plenamente convencidos de que estamos a melhorar a nossa cidade e a cumprir a nossa missão”, afirmou João Ataíde.

SEIS BARRAS FECHADAS E CINCO CONDICIONADAS DEVIDO À AGITAÇÃO MARÍTIMA

Seis barras de Portugal continental estão hoje fechadas à navegação e cinco estão condicionadas devido à previsão de agitação marítima, de acordo com informação disponível no `site` da Marinha Portuguesa.

Segundo a Marinha, as barras marítimas de Caminha, Vila Praia de Âncora, Esposende, Douro, São Martinho do Porto e Ericeira estão hoje fechadas à navegação devido à previsão de agitação marítima forte.

A barra marítima de Viana do Castelo está fechada a embarcações de comprimento inferior a 30 metros e as de Aveiro e da Figueira da Foz a barcos de comprimento inferior a 35 metros.

As barras de Vila do Conde e da Póvoa do Varzim estão fechadas a embarcações com calado superior a dois metros, devendo a barra ser praticada apenas no período entre duas horas antes e duas horas depois após a preia-mar.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para hoje na costa ocidental ondas de noroeste com 2,5 a 3,5 metros, diminuindo para 1,5 a 2,5 metros e passando a ondas de oeste-sudoeste a norte do Cabo Raso.

Na costa sul prevê-se ondas de sudoeste com 01 metro, diminuindo para ondas inferiores a 01 metro.


RTP

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

PESCA DA SARDINHA PROIBIDA ATÉ FINAIS DE ABRIL


A pesca da sardinha, com qualquer arte de pesca, está proibida até ao final de abril, segundo um despacho da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

"É interdita a captura, manutenção a bordo e descarga de sardinha (Sardina pilchardus), até ao dia 30 de abril de 2018, com qualquer arte de pesca, na zona 9 definida pelo Conselho Internacional para a Exploração do Mar", lê-se no diploma publicado esta quarta-feira, em suplemento, no "Diário da República" e que entra em vigor na quinta-feira.

FERRY ENCOMENDADO PELO GOVERNO TIMORENSE FOI ARRESTADO NOS ESTALEIROS FIGUEIRENSES


ferry que a Atlanticeagle está a construir para o Governo de Timor-Leste foi arrestado por um subempreiteiro que prestou serviços aos estaleiros, apurou o DIÁRIO AS BEIRAS. Fonte da administraçãoda empresa de construção naval garantiu, porém, que o arresto ainda não terá sido consumado.

“Quem acionou o arresto também nos deve dinheiro”, afiançou a mesma fonte. Esta situação, no entanto, garantiu, não impede que se continue a trabalhar na embarcação, sendo certo, contudo, que o ferry não poderá sair dos estaleiros enquanto a dívida reclamada não for liquidada.

Este é um caso que ultrapassa as relações comerciais entre armador e construtor, tendo em conta que o primeiro é um governo amigo de Portugal. De resto, a construção do ferry já soma cerca de um ano de atraso, mas há que descontar as alterações ao projeto.

A fonte da administração da Atlanticeagle acredita, porém, que o assunto será ultrapassado em breve, projetando um prazo de seis meses para a entrega da embarcação. “Queremos terminar o navio, e o governo timorense também quer que o navio seja concluído”, garantiu.


P S D QUESTIONA EXECUTIVO EM SESSÃO DE CAMARA

O vereador Carlos Tenreiro (PSD) questionou ontem o presidente da autarquia, enquanto responsável máximo pela Protecção Civil no concelho, acerca das condições de segurança e socorro da barra do Porto da Figueira da Foz.

Tenreiro recordou que a 18 de dezembro passado endereçou ao edil, nesse sentido, um conjunto de perguntas “até hoje sem resposta”. A bancada social-democrata questionava “que medidas se encontram actualmente implementadas no «terreno» ao nível da segurança do Porto da Figueira da Foz para que possa ser dada uma resposta mais pronta e mais eficaz de socorro caso se verifiquem incidentes como aqueles”.

“Respondeu o presidente da CMFF que não dá respostas por escrito face ao solicitado e que o assunto em causa não é da sua competência nem da sua responsabilidade, mas antes da Marinha, e que no seu entender «a questão está a ser bem tratada, sentindo-se satisfeito com a situação actual em termos de meios operacionais disponíveis”, salienta o PSD em nota de imprensa.

João Ataíde destacou, na reunião de Câmara de ontem, um reforço de pessoal que passou de 2 para 6 elementos que asseguram uma intervenção permanente, que se tem promovido mais formação ao nível da segurança para os trabalhadores do sector da pesca e que está em marcha um plano de desassoreamento da barra de modo a torná-la mais segura.

Ainda segundo a mesma nota social-democrata, o presidente da CMFF deu nota de um reforço nos meios de equipamento de salvamento com “novas lanchas” mas sem identificá-lo ou caracterizá-lo em concreto.

Carlos Tenreiro manifestou o seu desagrado pelo facto do responsável máximo da Protecção Civil no concelho “não se mostrar muito inteirado acerca daquela matéria que tem a ver com questões de segurança da vida humana respeitante a populações e visitantes do concelho”. Na sua opinião, “a merecerem outro tipo de atenção e preocupação por parte de quem detém responsabilidades nessa matéria (segurança pública do concelho) e que devia ter um conhecimento e interesse mais aprofundado, associado à máxima que tudo o que se passa num município, diz respeito, em primeiro lugar, à Câmara Municipal”.

Desassoreamento da barra através de fundões submarinos

Na reunião de ontem interveio o vereador do PSD Miguel Babo questionando e criticando o método que vem sendo defendido para o desassoreamento da barra “que se resume à abertura dum fosso com cerca de um milhão e sem mil metros cúbicos de areia, com custos na ordem dos 4 milhões de euros”, adiantando que “os fossos rasgados no fundo do mar correm o risco de ficarem cheios no espaço de dias caso exista uma tempestade de mar, como já ficou demonstrado em anos anteriores”.
Miguel Babo repudiou a solução que se quer adoptar, a qual “revela-se extremamente precária e assenta num esbanjar de dinheiro já que nada adianta em termos de futuro, pois tal tipo de operação, para ser viável, exige a sua repetição de forma periódica e permanente, pelo menos 4 vezes ao ano, impondo um investimento, de todo, insustentável”.

Nesta linha, Miguel Babo questionou “que interesses estão por trás de tudo isto para não se requerer pelo menos o estudo de viabilidade doutra solução tecnicamente reconhecida e assente na dragagem fixa (by pass) de forma a poder comparar-se os impactos de ordem financeira e técnica”.

Na nota de imprensa do PSD lê-se que “a vereadora Ana Carvalho (PS) referiu que a CMFF limita-se a seguir as orientações técnicas que vão sendo dadas pelos relatórios e estudos que vem sendo apontados”.

A terminar, a bancada do PSD sublinhou que “não pode existir uma postura de conformismo por parte da CMFF em relação a tudo o que é indicado pelas entidades em questão, as quais, aliás, já falharam num passado recente em matéria de previsões”, tendo ficado assente por parte dos vereadores do PSD que a referida questão vai continuar a ser tratada, com a ideia que “não deixarão de ser denunciados publicamente todos aqueles milhões mal gastos, sem resolução aparente, onde parte desses valores são comparticipados directamente pela CMFF”.

Erosão costeira a sul do concelho

O vereador Miguel Babo criticou ainda a postura assumida pelo presidente da CMFF em ter recebido o ministro do Ambiente e ter-se deslocado ao local sem dar conhecimento aos vereadores da oposição e aos jornalistas.

“A esse propósito respondeu o presidente da CMFF que a circunstância ocorreu de forma repentina e aproveitou a oportunidade do ministro se encontrar no zona norte do país para tratar do assunto”.

Questionado sobre o que ficou decidido com o referido ministro, ficou a indicação de que “foi decidido realizar obras de protecção da duna que à partida passará por uma operação de enrocamento da mesma”.

Carlos Tenreiro quis saber ainda a data do início da obra de sustentação da duna, designadamente, junto ao 5.º molhe, pelo que o presidente da autarquia respondeu que “para já não havia uma data para o arranque da obra e que primeiramente se vai efectuar um estudo para avaliar a situação”.

Perante a insistência do vereador social-democrata acerca da “necessidade de serem tomadas medidas urgentes para atenuar aquele problema”, o presidente da CMFF referiu que “para já não se mostra necessária nenhuma intervenção” entendendo que por agora a duna mantém-se sustentável.


CAPAS DO DIA




domingo, 7 de janeiro de 2018


NAVAL 1893 DE REGRESSO ÀS VITÓRIAS


A Naval 1893 recebeu os «Águias», e venceu por 2-0, com golos de João Daniel e Rony, numa partida a contar para a 12.ª jornada, que colocou frente a frente, dois dos três líderes da série B, da 1.ª Divisão Distrital de Coimbra.

Num encontro que se esperava bastante equilibrado para ambas as equipas, os homens da casa foram mais fortes e justificaram a vitória, porém a partida não começou da melhor maneira para a Naval, uma vez que o conjunto de Arazede, entrou com mais iniciativa nos primeiros 10 minutos, dispondo de algumas ocasiões entre as quais, uma bola no ferro da baliza navalista.

Depois a Naval ajustou-se em campo, e começou a ter domínio tanto na posse de bola, como no número de ataques que ia fazendo à baliza adversária, ainda assim, foi necessário esperar até ao final da primeira parte, para as largas centenas de adeptos que se deslocaram até ao Campo de Treinos José Bento Pessoa, pudessem ver o primeiro golo da partida. Na sequência de um pontapé de canto, João Daniel de cabeça a desviar para a baliza e a colocar o resultado em 1-0.

Na segunda parte, tal como na primeira o Águias entrou maior iniciativa durante os primeiros minutos, depois a Naval equilibrou as operações do encontro, até que à passagem dos 65 minutos os homens de Arazede começaram a dispor daquele que foi o seu melhor período no encontro, a conduzirem alguns ataques perigosos, sempre resolvidos pelo guardião figueirense ou pela linha defensiva dos homens da casa.


Aos 80 minutos, João Vasco é expulso, num lance em que atinge o guardião adversário (aparentemente de forma involuntária), mas o árbitro considerou jogo perigoso e deu ordem de expulsão, pensava-se que esta seria uma oportunidade para os visitantes de poderem chegar ao empate, mas foi o contrário, a Naval 1893, ficou mais compacta, mais sólida e anulou o adversário até final.

A fechar o encontro, chave de ouro para o jovem Rony, que carimbou a vitória figueirense, na sequência de um pontapé de canto, a favorecer a equipa dos «Águias», que decidiram arriscar, e o guarda-redes visitante, avançou até à área contrária na tentativa de criar superioridade, porém a estratégia saiu-lhe "furada", e numa rápida transição após o canto, Rony aparece isolado e sem guarda-redes e fechou assim a contagem, a Naval 1893 venceu por 2-0 os «Águias».

Na próxima jornada desloca-se até Lordemão, na defesa da liderança e não vai contar com dois atletas, importantes na estratégia figueirense, João Vasco devido a expulsão e Patego devido a lesão.

Foz ao Minuto

sábado, 6 de janeiro de 2018

FIGUEIRA DA FOZ

Foto Jaime Albarino
(Para ampliar foto clicar em cima da imagem)


GOVERNO ATENTO AO "AVANÇO DO MAR" NA FIGUEIRA DA FOZ

Foto Pedro Cruz

Uma equipa de técnicos da Associação Portuguesa do Ambiente (APA) vai acompanhar a situação da zona do quinto molhe da Figueira da Foz nos próximos dias, na sequência do agravamento das condições climatéricas, disse fonte autárquica.

"Perante o avanço do mar sobre a duna, em direção à localidade da Cova, na freguesia de S. Pedro, e depois de tentativas da autarquia para minimizar a erosão desta linha de costa terem sido penalizadas pelas autoridades com a tutela daquela parcela de domínio marítimo, o presidente da Câmara quis reforçar, junto do Governo, a defesa dos interesses do Município e da população", lê-se em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

A informação acrescenta que o presidente da Câmara, "João Ataíde, deu a conhecer" ao ministro do Ambiente, Matos Fernandes, "in loco, a situação de perigo iminente, numa visita [que se realizou hoje de manhã] que resultou na decisão do governante em colocar uma equipa de técnicos da APA no local a acompanhar a situação durante os próximos dias".

"O agravamento das condições climatéricas e a agitação marítima levaram o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, a solicitar a atenção do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, com caráter de urgência, na noite desta quinta-feira, dia04 de janeiro de 2018. Pelas 08:00 desta sexta-feira, os dois governantes visitaram, acompanhados pelo presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro, António Salgueiro, e ainda de técnicos da Associação Portuguesa do Ambiente (APA) e do Comandante do Serviço Municipal da Proteção Civil, a zona do 5.º molhe, que concentra as maiores preocupações", refere a informação.

Matos Fernandes solicitou relatórios diários e deu ainda instruções para serem realizadas todas as diligências necessárias para estarem a postos, em caso de agravamento da situação, as quantidades suficientes de pedra e areia para travar a invasão da duna pelo mar.

"Paralelamente, o ministro decidiu instruir o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH) para desencadear o processo para uma intervenção mais ampla, planeada e participada, com vista a uma solução do problema do quinto molhe".

Deste processo, diz a Câmara, "farão parte a Autarquia da Figueira da Foz, o Porto da Figueira da Foz e a APA, sendo intenção do ministro que se encontre, para assumir a liderança, 'um especialista com provas dadas em situações semelhantes'".

"O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz saudou a imediata resposta do ministro do Ambiente à solicitação da sua presença e a disponibilidade para encontrar soluções de curto e de longo prazo para um problema que há muito o preocupa", acrescenta.



CAPAS DO DIA




sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

HOJE É NOITE DE REIS ...CUMPRE-SE A TRADIÇÃO

COM ESCADAS ÀS COSTAS… VAMOS AO REIS!

Frio (com ou sem chuva), algum odor provindo dos limos ribeirinhos, que intercalam o silêncio e a escuridão, vê-se gente, muita gente, com o brilho e a tradição no olhar, a aguardar ansiosa e de forma carinhosa, os Reis Magos.

Ao longe, os archotes equilibram a temperatura – é o cortejo real que aí vem! A “Dez de Agosto” de um lado, vinda da Ponte do Galante; e no sentido oposto a Filarmónica Figueirense. O ponto de encontro, antes das representações em cada sede, é a Praça Nova, na lapinha.

Os monarcas, em suas montadas, de barbas brancas e vistosos mantos, com pérolas que sobressaem dos coloridos panos que garbosamente envergam, tornam o séquito real distinto, grandioso. Populares seguem-no, no coice, com lanternas e sorrisos frescos na face. A música, em tempo de marcha, marca o inevitável binário que este velho costume da Figueira exige… e as escadas!

As escadas que integram a tradição revelam memórias e desigualdades. É que enquanto quadros míticos, de palavras bonitas eram escutados em representações espontâneas que embelezavam as antigas consoadas de casas ricas e senhoriais; o povo (tanoeiros, sapateiros, modistas, operários vários, homens do campo) espreitava, subindo escadas de madeira à busca da nesga possível, olhando uma vidraça, num tom tão suave e ingénuo, que o fazia entrar no imaginário de um requinte que não era para a sua algibeira.

Maurício Pinto, Armando Coimbra, Augusto Pinto, Luís Cajão, Natércia Crisanto, entre outros, gente das letras e da sensibilidade locais, escreveram sobre estes cortejos denominados Espera de Reis.

Um velho costume, que faz mistura certa de religião e paganismo, que sai à rua em 5 de Janeiro, em vários locais portugueses, e que também marca, ano após ano, geração após geração, as ruas da Figueira da Foz.

 António Jorge Lé, memorialista figueirense



6 ª FEIRA DIA 5, PELAS 21 HORAS, N0 CAIS DA ALFANDEGA OS DOIS GRUPOS DE REIS MAGOS, DEZ D'AGOSTO E FIGUEIRENSE FARÃO A ADORAÇÃO AO 
MENINO, SEGUINDO-SE A REPRESENTAÇÃO DO AUTO 
DOS REIS MAGOS NAS DUAS COLECTIVIDADES

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