segunda-feira, 18 de setembro de 2017

MANCHETE DO DIA


APRESENTAÇÃO DE "AO CAIR DA NOITE", ALBERTINO BRAGANÇA

23 de setembro 

Hora: 17h00 
Local: Auditório Municipal 

Entrada: Livre  
Público-alvo: Público em geral 


Albertino Bragança, escritor santomense, irá apresentar ao público, dia 23 de setembro, pelas 17h00,  no Auditório Municipal da Figueira da Foz, o seu mais recente romance “ Ao Cair da Noite”. 

Na sessão,  que será futuramente exibida no programa “Nós Por Lá”, um Magazine de Informação dos Santomenses na Diáspora, estarão presentes nomes da cultura santomense como a Dra. Sheila Khan, Investigadora da Universidade do Minho e o Dr. João Viegas, Assessor da Assembleia da República. 

“Ao Cair da Noite” é um romance  cuja narrativa nos remete “para um tema universal, de modo tão real que quase nos liberta do território da ficção para nos colocar face aos meandros da vida.”


O DEBATE ENTRE CANDIDATOS À CAMARA MUNICIPAL DA FIGUEIRA DA FOZ PROMOVIDO PELA ASSOCIAÇÃO FIGUEIRA VIVA


Via Foz ao Minuto

sábado, 16 de setembro de 2017

AINDA AGORA A PROCISSÃO VAI NO ADRO


(Para melhor leitura do artigo clicar em cima da imagem)

A TODO O VAPOR... Chegou ao conhecimento da Marcha do Vapor que na passada sexta-feira foi comunicado à equipa técnica e jogadores que a Naval SAD iria apresentar desistência de participação no campeonato da Divisão de Honra da AFCoimbra 
Tentámos junto dos responsaveis da SAD do clube figueirense confirmar esta notícia mas estava toda a gente incontactável ou indisponivel.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

CANDIDATOS ÀS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS NO CONCELHO DA FIGUEIRA DA FOZ


JUNTAS DE FREGUESIA:


São finalmente conhecidos todos os candidatos e candidatas das diversas formações Politicas e Movimentos que concorrem ao acto eleitoral de 1 de Outubro no Concelho da Figueira da Foz.
Marcha do Vapor bebeu a informação através do Blogue "OUTRA MARGEM" pelo que quem quiser conhecer os candidatos da sua freguesia ou de outra qualquer do concelho basta clicar em cima do nome da Freguesia.

UNIVERSIDADE SENIOR DA FIGUEIRA DA FOZ COM MATRICULAS ABERTAS PARA NOVO ANO LECTIVO


A Universidade Sénior da Figueira da Foz vai dar início ao ano letivo 2017/2018 no próximo dia 6 de outubro.

As inscrições para o 1º semestre vão ter início a partir do dia 15 do presente mês, no horário normal de atividade do seu secretariado: 10.00-12.30 h; 14.30-17.00 horas. Todas as informações, nomeadamente horários e regime de participação, podem ser solicitadas através dos telefones 233428139, 963608419 e 965739088 ou através do email universidade.viveralegria@gmail.com

Como é sabido as instalações da Universidade Sénior situam-se em O Sítio das Artes, num espaço camarário cedido pela autarquia em 2011. Relembra-se que a Sénior esteve sediada nas antigas instalações do Polo da Universidade Católica e no Multicenter do Palácio Sotto Mayor. Este ano letivo, que agora se inicia, é o décimo sétimo da sua atividade.

Com um curriculum de 28 disciplinas, integradas nos cinco blocos tradicionais, Humanidades, Línguas, Expressões Artísticas, Tecnológicas e Físico Motoras conta com um vasto grupo docente, maioritariamente em trabalho voluntário. Uma referência especial à colaboração de professores da Universidade de Coimbra, mais concretamente da Faculdade de Letras, os responsáveis pelas disciplinas de História e Património. Embora o funcionamento das Universidades Seniores ser em regime não formal, sem fins de certificação, aquele facto permite que os participantes de qualquer das duas disciplinas tenham direito a certificação desde que a frequência seja regular e se submetam a provas de avaliação, de acordo com as determinações legais.


Como se referiu, a abertura do ano letivo terá lugar no próximo dia 6 de outubro, pelas 15.30 horas, no auditório de O Sítio das Artes, com a aula inaugural ministrada por GONÇALO CADILHE com o tema NOS PASSOS DE STO ANTÓNIO, UMA VIAGEM MEDIEVAL. Esta sessão é aberta a toda a comunidade figueirense e será seguida por um convívio, no Bar do local. Um primeiro momento de integração dos caloiros!

135º ANIVERSÁRIO DA ELEVAÇÃO DA FIGUEIRA DA FOZ A CIDADE

(PARA MELHOR LEITURA CLICAR EM CIMA DA IMAGEM)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

FIGUEIRA DA FOZ

Foto de Pedro Mota
(Para ver em tamanho natural clicar em cima da imagem)

CONCESSÃO DO MUNICIPAL JOSÉ BENTO PESSOA RETIRADA À NAVAL SAD



O executivo da Camara Municipal da Figueira da Foz aprovou a resolução do contrato de cedência de utilização do Estádio Municipal José Bento Pessoa, com a Naval SAD.

Desta forma a SAD do clube figueirense que esta temporada desceu aos Distritais fica sem Estádio para a realização dos seus jogos.

O Vereador de Desporto, Carlos Monteiro, justificou “fomos até onde podíamos ir, revogar é a única saída” esclarecendo os motivos que levaram a edilidade a tomar aquele decisão “a SAD não tomou conta do equipamento, nem sequer tem interlocutor”, sustentou, salientando que foram enviados vários ofícios e notificações por parte da Autarquia a “alertar para a situação que se foi perpetuando no tempo, e para as quais “não se obtiveram resposta ou não eram rececionadas.

Refira-se que na temporada passada a falta de manutenção e tratamento do relvado contribuiu para a sua degradação total tornando o recinto impraticável para a prática desportiva.


Refira-se que entre as temporadas de 2005/6 e 2010/11 o clube da Figueira da Foz militou no principal escalão da Liga de Futebol tendo esta temporada descido aos campeonatos distritais. 

DEBATE "AUTARQUICAS 2017"


No âmbito do Ciclo "Figueira em Debate" promovido pela Associação FigueiraViva IPSS ao longo de 2017, no dia 14 de Setembro iremos realizar o Debate "Autárquicas 2017" com todos os Candidatos à Câmara Municipal da Figueira da Foz. O evento terá lugar no Auditório do Sítio das Artes pelas 21:15h.

Vimos por este meio convidar o vosso Blog de informação online – “Marcha do Vapor” a estar presente e solicitar a divulgação desta iniciativa.

Informamos igualmente que todos os Cidadãos podem enviar questões que serão previamente selecionadas pelos Moderadores do Debate e realizadas durante o mesmo para o email: figueiraemdebate@figueiraviva.pt

O interesse maior e único da Associação FigueiraViva é na promoção de um Debate de ideias entre os candidatos e esclarecedor para todos os Cidadãos Figueirenses.
  

ASSOCIATIVISMO... SOCIEDADE FILARMÓNICA DEZ D'AGOSTO


EXPOSIÇÃO DE PINTURA "SERENATAS AO VIVO"


A Sociedade Filarmónica Dez de Agosto e a Magenta - Associação dos Artistas pela Arte  vão inaugurar uma exposição de pintura “Serenatas ao Vivo”, que irá ter lugar no dia 16 de Setembro, pelas 21h00, na sede da Filarmónica Dez de Agosto, na Rua das Rosas, Figueira da Foz.

A exposição apresenta os trabalhos que foram pintados ao vivo, durante os concertos do ciclo Serenatas do Mondego que tiveram lugar nos meses de Julho e Agosto de 2017, e poderá ser visitada até ao final do mês de Setembro, às sextas e sábados, entre as 20h e as 23h.



"SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO", DE WILLIAM SHAKESPEARE

Após a inauguração, pelas 22h00, subirá ao Palco Maria Olguim a peça "Sonho de uma Noite de Verão", uma comédia de William Shakespeare, adaptada por Emanuel Rodrigues e divertidamente interpretada pel'As Personagens - Grupo Teatro Amador da Sociedade Filarmónica Dez de Agosto.

A peça é de entrada livre para sócios. Para quem não é sócio, os bilhetes estão à venda na sede da coletividade ou através dos contactos habituais: 233 045 913, 927 718 310 ou sfdezdeagosto@gmail.com.

AVISO À NAVEGAÇÃO

Caros amigos… Estou em recuperação da intervenção cirúrgica a que fui submetido nos HUC Unidade Cardio-Toracica mas aos poucos vou retomando a minha vida normal apesar de algumas limitações que com o tempo desaparecerão

Como tal, decidi começar a editar novamente o Marcha do Vapor, por um lado, porque as pessoas me perguntam amiúdas vezes quando volto à blogosfera, por outro, porque o bichinho de bloguer está a falar mais alto e a empurrar-me.

Mas perguntarão vocês o porquê deste arrazoado. É simples. Estamos em época de eleições a Campanha começa a fervilhar e os habituais detractores e mal dizentes virão argumentar o oportunismo da minha parte de regressar nesta época de eleições.

Não me vou imiscuir em matéria eleitoral, mas tenho o meu direito de cidadania e não me vou restringir de poder em hipótese alguma de poder dar a minha opinião quando muito bem me apetecer.


Aqui fica o aviso

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

O DIA QUE PODE SER DA “REVOLUÇÃO DA REGENERAÇÃO NAVALISTA”

O dia 24 de Agosto, seja de que ano for é e será sempre uma data muito respeitada pelos Figueirenses pois neste dia homenageia-se e evoca-se “ A Revolução Liberal” que ocorreu em 24 de Agosto de 1820 e dela foi principal mentor e respeitada figura de proa o figueirense Manuel Fernandes Tomaz (ou Thomaz), ao qual Almeida Garrett chamou Patriarca da Regeneração Portuguesa.

Ontem 24 de Agosto poderá ter sido o “Dia da Regeneração da Veneranda  Associação Naval 1º de Maio fundada no ano de 1893 com a apresentação dos Corpos Sociais da (Novel) Associação Naval 1º de Maio 1893 instituição recentemente criada que tem como objectivo principal e primordial devolver à Associação Naval 1º de Maio o “Prestigio de uma colectividade com 124 anos”, “Devolver o ecletismo aquele que foi dos mais ecléticos clubes figueirenses” e sobretudo “apoiar os jovens na pratica das modalidades  desportivas que escolheram como opção.

Institucionalmente ou no Quadro Competitivo do Desporto Português vai eventualmente aparecer a partir de agora  uma Naval 1º de Maio a participar em três frentes, quiçá até por capricho se defrontar contra si mesma.

É isto que de momento vamos tentar explicar de forma sintética e simples para que todos compreendam. Em 1 de Maio de 1893 foi fundada a Associação Naval 1º de Maio, clube que hoje ostenta 124 anos de passado desportivo e é simplesmente a 3ª ou 4ª colectividade mais antiga do país.

No ano de 2010, Aprigio Santos resolveu constituir a Naval Futebol SAD (de má memória) um produto toxico com o intuito de mistificar dívidas e outros assuntos pouco confessáveis. Mais ou menos por esta altura e quando os homens do futebol inventaram aquele “Chavão” da ” engenharia financeira” também Aprigio não se quis deixar ficar atrás e constituiu uma série de empresas a gravitar  há volta da Naval que tiveram nomes pomposos “Naval SPJ” “Naval Capital” e Naval Imobiliária”, contudo, nunca ninguém soube o que eram estas mirabolosas empresas.

De facto os sócios da Naval nunca souberam o que era isto escreva-se entretanto que também não tinham forma de o saber … pois Aprigio nunca permitiu que os sócios da Naval fossem accionistas do Clube, isto é, para além dos 20% obrigatoriamente detidos pela Naval 1º De Maio os restantes 80% estiveram sempre na sua mão o que quer dizer que nunca nenhum associado teve possibilidades de discutir ou intervir no que quer que fosse desta aberração chamada Naval SAD



 Perante este quadro e uma rotura financeira vertiginosa alguém para salvar a pele instituiu os PERS (Plano Especial de Revitalização) e se Aprigio criou um PER para a Naval SAD -ninguém lhe pode levar a mal (ele era o DDT …dono disto tudo)  o pior de tudo aconteceu pouco tempo depois quando a Naval 1º de Maio de forma ardilosa se viu arrastada também para um PER  ver aqui aprovado em A G ilegal através de diversas habilidades e aí sim, sem conhecimento da situação financeira por parte dos sócios o clube se viu diante de uma dívida a rondar os 5 milhões sem qualquer explicação.

Ontem dia 24 de Agosto pode ter sido o primeiro dia de um novo ciclo na emancipação da Naval, no seu regresso aos sócios e sobretudo na luta por uma dignidade roubada e há muito perdida.

Não sou surdo também ouço conversa de café e já se palra por aí que se cometeu uma ilegalidade. Se de facto existe – creio que não – alguma ilegalidade – se esta tem como pressuposto dignificar a Naval e fazê-la uma bandeira desportiva da cidade pois que se cometam esta e muitas mais ilegalidades (?) mas o que mais me admira é que os “Campeões da legalidade” os mesmos que ilegalmente aprovaram Relatórios e Contas sem Pareceres obrigatórios dos Conselhos Fiscais, os mesmos que choraram baba e ranho pelos milhões que o Senhor Aprigio colocava na Naval nunca souberam explicar e especificar nos Relatórios de Contas (Armadilhados) onde foram parar os milhões referentes à venda de jogadores como Yanick,  Ney, Marcelinho, Fogaça, Fábio Júnior já para não falar dos negócios esquisitos da venda dos passes de João Pedro ao Braga e Ricardo ao Vitória de Guimarães.

Pronto não vim aqui lavar roupa suja, mas há coisas às quais não se pode simplesmente passar uma esponja  há que desmistificar aqueles (heróis?) que dizem que deram tudo à Naval mas que não passaram de autênticas sanguessugas roubando-lhe tudo e servirem-se de uma nome prestigiado para logo a seguir o conspurcarem.

Já agora apenas uma pergunta. O terreno da Rua da Republica onde foi a sede da Naval que ardeu está onde? Ao nome de quem ? Que negócios se fizeram à conta dele. Esse terreno é da Naval 1º de Maio e é a Naval o seu proprietário (será?)

Ontem, 24 de Agosto foi apresentada oficialmente a Naval 1893 bem como todos os seus corpos sociais.
Paulo Bispo lidera uma equipa de 14 elementos e deu a conhecer os objectivos, mas fez também um apelo importante. A Naval precisa de todos, até dos que são da Naval e nos últimos anos se têm vindo a afastar e pede o seu regresso como associados pois uma das principais tarefas a prazo mais ou menos imediato é recuperar o ficheiro de sócios.

A Nível Nacional equipas de Juniores, Juvenis e Iniciados a Naval compete sob a bandeira da Associação Naval 1º de Maio. Nas competições Distritais todas as equipas foram inscritas  como Naval 1893 incluindo uma de seniores (que vai ser treinada por João Pereira) constituída por atletas formados na Naval e outros que por cá passaram. Ainda a nível Distrital  (Divisão de Honra) a Naval apresentará uma equipa de seniores que irá ser dirigida por José Dinis e competira sob o nome de Naval Futebol SAD.

        Rogério Neves
(Sócio cinquentenário)




terça-feira, 22 de agosto de 2017

O REGRESSO ESTÁ PARA BREVE 


Estou de volta, ainda um pouco combalido mas com garra de que tudo volte ao normal o mais rapidamente possível. Estive cerca de uma semana sem ter acesso ao “telele” isto enquanto ocupava o meu espaço pela Unidade Hospitalar onde fui operado, passagem pelos Cuidados Intensivos, Cuidados Intermédios, até que cheguei à Enfermaria. 

Neste período quer a nível de telefone, rede social, e contactos directos com a minha família as mensagens foram muitas. Lamento não poder responder a todos um por um, poder dar-vos aquele abração que vocês merecem, mas fiquem convictos que o meu coração ficará eternamente agradecido por todas e tantas mensagens de carinho e amizade.
Quem bom é ter-mos amigos assim!!!

Daqui a uns dias voltaremos ao convívio diário!!!


quarta-feira, 7 de junho de 2017


Por motivo de doença do seu autor este blog vai estar encerrado por tempo indeterminado.

NAVAL AINDA ESPERA UM MILAGRE EM PLENO “CORREDOR DA MORTE”

À beira de cumprir 125 anos de história, que só o incêndio de 1997 abalou, o emblema da Figueira da Foz, que conta apenas com 20 sócios pagantes, enfrenta o momento da verdade.


A Associação Naval 1.º Maio caiu nos distritais, por onde não se lembrava de andar desde 1965. Este pode até ser o facto desportivo mais relevante da actualidade, ainda que na prática seja o menos angustiante. A Naval vive no fio da navalha, dias de insuportável incerteza, uma sensação de dor que pode ainda ser superada pelo sentimento de profundo abandono a que está votada. A história possível de recuperar, por entre uma amálgama de equívocos, chega a assumir contornos de crueldade, especialmente quando falamos de um dos clubes mais antigos de Portugal. Um emblema resignado a percorrer os últimos metros do “corredor da morte” à espera de um indulto, de preferência a tempo de celebrar o 125.º aniversário.

O colapso está à vista de todos e não adianta virar a cara ou as costas ao problema. A cidade, as forças vivas, o tecido empresarial, os responsáveis políticos, os rivais, o simples cidadão figueirense têm primado — salvo honrosas excepções — pela indiferença. Só assim se explica o estado deplorável em que se encontra a casa da Naval. O odioso da questão recai, em peso, sobre alguém que pode ser perfeitamente identificado pelos navalistas: Aprígio Santos parece ser o responsável máximo pela vertigem megalómana que vitimou a Naval, apontarão os principais detractores do presidente da SAD, presidente do clube, dono e senhor do emblema figueirense.

Começar com 11 jogadores e acabar com 158 golos sofridos

Aprígio Santos enfrenta problemas pessoais e profissionais igualmente graves e o declínio financeiro do homem do chapéu ou a mera esterilidade da galinha dos ovos de ouro da Naval não permite, há muito, continuar a suportar qualquer tipo de estrutura, muito menos a que guindou o clube da Figueira da Foz ao mais alto patamar do futebol profissional português, onde acabou por se transformar num monstro insaciável e incontrolável. O tempo das mariscadas, do leitão e do champanhe, dos 1001 afectos navalistas, torna-se cada vez mais uma recordação distante, uma miragem. A opulência deu lugar à ruína.

Estádio votado ao abandono

O estádio municipal transporta-nos para um cenário de guerra. O relvado com quase 40 anos assumiu uma existência errante, selvagem, alvo fácil de chacota nas redes sociais, acossado por drones e câmaras indiscretas que captam imagens degradantes. A vegetação apoderou-se do recinto que, não há muito tempo, acolhia 9000 adeptos. As bancadas amovíveis apodreceram, o ferro e as cadeiras foram reconvertidos em trocos que nem para comprar bolas chegam. Os torniquetes aguardam estoicamente, já sem a companhia dos eucaliptos entretanto expulsos. As torres de iluminação repousam sobre poços de água. E, mesmo sem utilização, obrigam a Naval a pagar uma taxa de 2000 euros mensais. Qualquer incumprimento leva ao corte de energia, o que não seria inédito. Aconteceu, aliás, na véspera do último Natal, deixando os jogadores “residentes” da formação sem electricidade durante nada menos do que uma semana.

Os escalões de formação, que contra ventos e marés resistem e e continuam a contribuir com títulos de campeão para o acervo do clube, vivem do esforço financeiro e dedicação dos pais dos atletas. No museu, reduzido ao espólio deixado pelos incêndios da sede, em 1997, e um mais recente — na sala de imprensa convertida em depósito da história do clube —, vão entrando os troféus dos miúdos e do remo, modalidade histórica que opera milagres no clube náutico, um dos poucos motivos de orgulho da Naval.

Sem ser autónoma, a secção de remo procura alhear-se o mais possível dos problemas que estrangulam o clube. As dívidas consomem toda e qualquer receita ou simplesmente invalidam a atribuição de subsídios. Ainda assim, a Naval consegue produzir campeões. Com três dezenas de atletas, o remo quer afirmar-se pela positiva e está a cultivar uma imagem distinta. A Taça da Beira Litoral, com os clubes da região (em infantis, iniciados e juvenis) recupera a tradição das provas de remo na foz do Mondego, numa perspectiva de mobilizar a cidade e de aproximar o centro da Figueira da Foz e o rio. Mas as pequenas vitórias do remo e do futebol de formação não disfarçam uma crise que ameaça o futuro de todos.

Vinte sócios em dia

A Naval conta hoje 20 sócios pagantes... No mínimo, eloquente. Qualquer ajuda terá, por isso, que chegar ao destino convertida em géneros, sejam remos ou equipamentos. Longe vai o tempo em que descarregavam os camiões com os melhores barcos olímpicos vindos directamente da Alemanha. Apesar de tão penosa realidade, há quem não aceite bem a solidariedade de um clube como o Leixões, cuja oferta de equipamentos para treino feriu algumas sensibilidades.

Num estádio absolutamente surreal, resiste um pequeno espaço de oração, junto aos balneários, com a imagem da Nossa Senhora de Fátima aparentemente intocável. No fundo — que é onde o clube parece ter finalmente batido — é de um milagre que a Naval precisa. Se possível, antes da ordem de despejo que poderá ser dada a qualquer momento.
A autarquia não assume, por enquanto, uma posição de força. O estatuto de utilidade pública da Naval, função que vai cumprindo na formação, é o raio de esperança. Enquanto “senhorio”, a câmara aguarda uma resposta da SAD navalista, notificada para esclarecer o que pretendem os responsáveis fazer relativamente ao estádio.

“Antes de mais, é preciso respeitar e salvaguardar a história da Naval, que está a atingir os 125 anos de existência. O clube cumpre uma função importante enquanto instituição com estatuto de utilidade pública desportiva. Nesse sentido, temos tentado dialogar, mas há já algum tempo que não obtemos respostas”, afiança o vereador do Desporto, Projectos e Obras Municipais, Carlos Monteiro, assumindo ser impermeável a pressões.

O poder local vê-se manietado, enredado numa expectativa que se arrasta sem que possa vislumbrar-se uma solução que dignifique e honre o nome da Naval. Para agir e assumir a reparação do estádio, a autarquia teria que “despejar” o inquilino. Precisamente o que pretende evitar. A discriminação de que a câmara é acusada por não punir o incumprimento navalista — por oposição aos demais clubes — é matéria delicada, para gerir com pinças, uma vez que todos os proveitos da SAD são absorvidos pela dívida à Segurança Social e ao fisco, dívida que ninguém sabe ao certo onde começa e acaba.

Augusto Bernardino
Público 07/06/2017



domingo, 4 de junho de 2017

FIGUEIRA DA FOZ

Foto Pedro Mota
(Para ver em tamanho total clicar em cima da imagem)


NAVAL MANTÉM-SE NA 1ª DIVISÃO NACIONAL JUNIORES A


A formação de juniores da Naval brindou  no passado sábado os seus adeptos  com uma exibição fulgurante derrotando o vice-comandante Estoril por 5-1 resultado construido na etapa complementar da partida após chegar ao intervalo a perder por 1-0.

Foi talvez a melhor ou uma das melhores exibições da temporada, os sub 19 navalistas não vacilaram e mesmo estando 45 minutos em desvantagem tiveram a força e raça de virar o rumo dos acontecimentos nos segundos 45 minutos.

Ari assinou o grito de revolta aos 51 minutos, e Yakam dois minutos depois colocou a Naval em vantagem. A avalanche de futebol ofensivo era tanta que os navalistas estavam imparáveis e só na base das faltas podiam ser travados.

Isso mesmo aconteceu aos 63 e 80 minutos com osa forasteiros a cometerem duas grandes penalidades indiscutíveis que Nuno André cobrou com êxito total. 

Yakam a figura do jogo

Pelo meio Yakam figura central da partida assinou mais um golo brindando a sua actuação com dois golos e uma assistência para golo.

No final houve festa e registe-se  o desportivismo da formação do Estoril que aplaudiram a claque navalista pelo apoio que transmitiu à equipa.

Como referência final, refira-se mais uma época de ouro do futebol de formação navalista que continua na elite do grupo de clubes que tem todos os escalões a competir nos respectivos campeonatos nacionais.

Saudações a todo o grupo de trabalho navalista desde jogadores a técnicos incluindo seccionistas pelo bom trabalho desenvolvido.